Camila L. Paulos
19 anos
São Paulina
Quase jornalista
Todo mundo que me conhece ou que lê esse blog sabe que eu sou uma maníaca por leitura. Livros clássicos, aqueles de “histórias mamão com açúcar”, top list da Saraiva, e também gibis da Turma da Mônica. Até rótulo de xampu eu leio. Leio aquelas letras pequenas do comercial, de cartazes, anúncios... tudo que eu enxergar eu leio.
Leio muito esses livros estilo “O Diário de Bridgte Jones” - claro que ninguém consegue escrever tão bem quanto Helen Fielding, mas é evidente a “inspiração”. São sempre histórias de mulheres “comuns” que vivem em Londres, sempre Londres. Atualmente estou lendo um livro chamado “Quando em Roma”, e como um bom livro do estilo, é a história de uma mulher que vive em Londres. Tem o ex namorado, tem a amiga que acaba tendo um caso com o ex namorado dela e tudo mais. Previsível! Eu nem cheguei ao fim do livro e já tenho certeza que o ex namorado da personagem central é pai do bebê que a melhor amiga terá, que ela vai trair o namorado com esse ex (eles vão à Roma), o namorado que parece “o bonzinho” que sempre tem reuniões e muito serviço na verdade está traindo a pobrezinha e vai aparecer um salvador com quem ela vai casar e amar até a continuação do livro. Os últimos dois livros nesse estilo que li (Casório?! e Sushi de Maryan Keys, os dois têm uma tendência depressiva), tiveram praticamente o mesmo desfecho. Outra coisa comum é que a “Bridget Jones” da vez sempre toma Gin Tônica com vodca ou vinho, mora sozinha ou com as amigas em um apartamento e têm crises em relação à forma física, emprego, roupas, cabelo, cigarros, etc.
Apesar de me irritar um pouco com a previsibilidade (existe essa palavra?) das histórias, eu gosto… eu gosto de clichês as vezes, de não ter que pensar muito só digerir os capítulos “vamos encher lingüiça” até o óbvio do desfecho. Claro que seria perfeito se a Helen escrevesse todas as histórias, mas se não tiver os “sem sal”, como vamos identificar o “com sal”?
De tudo isso se conclui que é necessário que existam coisas ruins, pois se tudo fosse bom, os bons seriam comuns, e o comum é comum. Só conhecendo o chocolate de ônibus, a Kaiser, Shopping Interlagos, Guacurí 5127 e o Conrinthians sabemos que bom mesmo é a Kopenhagen, a cerveja Original, o Shopping Eldorado, andar de carro e o glorioso São Paulo Futebol Clube.
Quase sexta, que ótimo!
Have a nice day. ![]()